Os alimentos ultraprocessados representam cerca de 20% das calorias consumidas pelos brasileiros — e esse número está crescendo. Desenvolvidos para serem convenientes, baratos e extremamente palatáveis, eles são projetados para ser difíceis de parar de comer. E as consequências para a saúde são graves.
O sistema NOVA, desenvolvido pelo epidemiologista Carlos Monteiro da USP, classifica os alimentos em 4 grupos com base no grau de processamento:
Ultraprocessados são formulações industriais feitas principalmente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas) ou sintetizadas em laboratório (corantes, aromatizantes, emulsificantes, conservantes, adoçantes artificiais). Exemplos:
Ultraprocessados tendem a ser ricos em açúcar, gordura saturada, gordura trans, sódio e calorias vazias, e pobres em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes.
São formulados para ativar ao máximo o sistema de recompensa do cérebro — combinações de açúcar, gordura e sal que raramente ocorrem na natureza. Isso leva ao consumo excessivo e dificulta o controle da ingestão.
Emulsificantes como carboximetilcelulose e polissorbato 80 perturbam o microbioma intestinal e aumentam a permeabilidade intestinal. Adoçantes artificiais podem alterar a microbiota e a resposta glicêmica.
Leia a lista de ingredientes. Se contiver substâncias que você não usaria em casa — como carboximetilcelulose, maltodextrina, proteína texturizada, aromatizantes artificiais, corantes — é provavelmente ultraprocessado.
Uma regra simples: se a lista de ingredientes tem mais de 5 itens e inclui nomes que você não reconhece, pense duas vezes.
Calcule suas necessidades calóricas para uma dieta baseada em alimentos reais
Usar Calculadora de Calorias →As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional de saúde.