Você carrega dentro de si um ecossistema de aproximadamente 38 trilhões de microrganismos — principalmente bactérias, mas também vírus, fungos e outros micróbios. Esse conjunto é chamado de microbioma intestinal, e pesquisas das últimas duas décadas revelaram que ele influencia praticamente todos os aspectos da sua saúde: imunidade, humor, peso, risco de doenças crônicas e até comportamento.
O microbioma intestinal é a comunidade de microrganismos que habitam principalmente o intestino grosso. Cada pessoa tem um microbioma único — tão individual quanto uma impressão digital — determinado por genética, modo de nascimento (parto normal vs. cesárea), amamentação, dieta, uso de antibióticos e ambiente.
O peso total do microbioma é de aproximadamente 1–2 kg. O número de genes microbianos supera o número de genes humanos em uma proporção de 150:1. Por isso, alguns cientistas chamam o microbioma de nosso "segundo genoma".
O intestino é chamado de "segundo cérebro" por uma razão: ele contém mais de 500 milhões de neurônios — mais do que a medula espinhal. O nervo vago conecta o intestino ao cérebro, e a comunicação é bidirecional. O microbioma influencia essa comunicação de várias formas:
Estudos mostram que pessoas com depressão e ansiedade têm microbiomas menos diversificados. Transplantes de microbioma de humanos deprimidos para ratos saudáveis induziram comportamentos depressivos nos animais.
Cerca de 70% do sistema imunológico está localizado no intestino. O microbioma "treina" o sistema imunológico desde o nascimento, ensinando-o a distinguir entre patógenos e substâncias inofensivas. Um microbioma desequilibrado (disbiose) está associado a:
Estudos fascinantes mostram que o microbioma influencia o peso corporal. Ratos sem microbioma (germ-free) são mais magros do que ratos normais, mesmo comendo mais. Quando recebem microbioma de ratos obesos, engordam. Em humanos:
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