A esteatose hepática não alcoólica — popularmente conhecida como "gordura no fígado" — é uma das doenças mais comuns do mundo moderno, afetando cerca de 25% dos adultos globalmente. O problema é que ela raramente causa sintomas até estágios avançados, sendo muitas vezes descoberta por acaso em exames de rotina.
O fígado normalmente contém uma pequena quantidade de gordura. Quando esse acúmulo ultrapassa 5% do peso do órgão, configura-se a esteatose hepática. Existem dois tipos principais:
A esteatose hepática não alcoólica pode progredir em estágios:
A boa notícia: nos estágios iniciais, a doença é completamente reversível com mudanças de estilo de vida.
A maioria das pessoas não tem sintomas. Quando aparecem, podem incluir:
O diagnóstico é feito por ultrassonografia abdominal (exame de imagem mais comum), exames de sangue com enzimas hepáticas e, em casos mais avançados, biópsia hepática ou elastografia (FibroScan).
É a intervenção mais eficaz. Perder 7 a 10% do peso corporal reduz significativamente a gordura hepática e a inflamação. Uma perda de 10% pode reverter a NASH em até 90% dos casos.
Tanto o exercício aeróbico quanto o treinamento de força reduzem a gordura hepática independentemente da perda de peso. 150 minutos semanais de exercício moderado já mostram benefícios mensuráveis em 8 semanas.
Mesmo em quantidades moderadas, o álcool pode acelerar a progressão da esteatose não alcoólica. A recomendação para quem tem a doença é abstinência total ou consumo mínimo.
Tratar diabetes, hipertensão e dislipidemia é fundamental para evitar a progressão da doença hepática.
Até o momento, não há medicamento aprovado especificamente para esteatose hepática não alcoólica. O tratamento é baseado exclusivamente em mudanças de estilo de vida. Isso torna a prevenção ainda mais importante.
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